Estamos muito preocupados com o negócio anunciado, na semana passada, da compra da Quattor pela Odebrecht/Braskem, por meio de um Acordo de Investimento celebrado entre a Odebrecht, Petrobras, Braskem e Unipar. Com a confirmação da operação está sendo inaugurado o monopólio privado do setor petroquímico, uma ameaça que ronda o segmento desde o período da reestruturação, com a fusão de várias empresas. De acordo com as informações dos analistas, ao assumir o controle dos polos petroquímicos instalados no Rio de Janeiro e no ABC paulista, a Braskem se torna a empresa responsável por fornecer aproximadamente 90% das resinas utilizadas domesticamente para a produção de itens plásticos, segmento que vai desde as sacolas utilizadas em supermercados até brinquedos e eletroeletrônicos, produtos utilizados frequentemente pela população. Além disso, O controle da companhia continuará a ser da Odebrecht, com aproximadamente 50% do capital votante, e a alçará à posição de 11ª maior petroquímica do mundo, em produção de eteno. Não entendemos, também, a lógica da Petrobrás de entrar como sócia minoritária em um negócio desse porte, quando sabemos que empresas petroquímicas integram as grandes empresas de petróleo internacional, agregando valor aos produtos. O negócio da China para a Odebrecht é péssimo para os trabalhadores, com graves reflexos nos empregos, com diminuição dos postos de trabalho. Por isso, precisamos reagir contra essa situação, pois o monopólio privado trará reflexos negativos não só para os trabalhadores, como também para a população.
Borges fala nesta entrevista sobre o comportamento da mídia nas eleições de 2010.