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Incêndio na principal subestação de energia da Reduc deixa a refinaria em emergência e aumenta insegurança dos trabalhadores

 
Um curto circuito seguido de incêndio destruiu todos os painéis elétricos e cabos de alimentação da principal subestação de energia da Reduc (U-2200), interrompendo as atividades da refinaria. O incêndio teve início às 16h20 de domingo (28/02) e só foi totalmente debelado por volta das 20 horas. Segundo o Sindipetro Caxias, o acidente causou a parada em emergência de todas as unidades da Reduc, pois ficaram sem receber energia elétrica, ar de instrumento e vapor. A refinaria também está sem água, inclusive potável, e sem telefones, o que levou o sindicato a cobrar a liberação dos trabalhadores do administrativo, nesta segunda-feira, 01/03, já que não tinham a menor condição de exercerem suas atividades.
 
Em reunião pela manhã com o gerente geral da Reduc, os dirigentes do Sindipetro Caxias exigiram garantia das condições de trabalho e segurança nas áreas operacionais. Os trabalhadores do turno estão inseguros e com medo de acidentes industriais, pois todas as unidades estão em situação de emergência. Os fatos ocorridos na Reduc foram comunicados pelo sindicato ao Ministério Público do Trabalho, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Ministério do Trabalho.
 
Segundo o Sindipetro Caxias, o curto circuito na subestação pode ter sido provocado por falta de manutenção e infiltrações no teto da unidade. Apesar da Petrobrás informar que a situação na Reduc está sob controle, o sindicato teme pela segurança dos trabalhadores, pois a refinaria está ainda mais exposta a riscos de acidentes.
Plataforma na Bacia de Campos opera em situação de risco
Graves denúncias recebidas pelo Sindipetro-NF mostram que são precárias as condições de segurança da plataforma PCE-1, na Bacia de Campos, o que tem colocado em risco a integridade da unidade. “Linhas de água, óleo e o pior, linhas de gás, estão rompendo e apresentando grandes vazamentos e nada é feito. Quando é feito, são reparos precários do tipo bandagem e até reparo de solda (”bacalhau”) em linhas de alta pressão de gás (descumprindo os padrões e normas vigentes). Há ainda guarda corpo e piso grade que estão se desfazendo, ocasionando acidentes”, relataram os trabalhadores da plataforma ao Sindipetro NF.

Outra denúncia é a de que não existe sistema de drenagem nos TC’s (turbo compressores). A drenagem é feita por uma “gambiarra”, que frequentemente acarreta shutdown (parada de operação) e inundação de gás na plataforma, além do enorme risco de acidente. A plataforma também tem sido cenário de casos de assédio moral protagonizados pela gerência setorial.  O Sindipetro-NF está cobrando providências da Petrobrás e denunciará o fato à DRT.
Mobilização na Reman por condições seguras de trabalho
O Sindipetro-AM realizou no último dia 22 uma mobilização na Reman, unindo trabalhadores terceirizados e próprios na luta por condições seguras de trabalho. O Sindicato denunciou várias ocorrências e incidentes ocorridos na refinaria nos últimos meses e que colocam em risco a vida dos trabalhadores e a segurança da unidade. É o caso do incêndio que atingiu recentemente a bomba de carga da U2111, que processa petróleo do Urucu, assim como o incêndio do forno da UFCC.  
 
FONTE-  Imprensa da FUP



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