| A força da união como
fundamento
O
sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico e Petroleiro
do Estado da Bahia é fruto da união de cinco
sindicatos fortes que representavam categorias de destaque
na sociedade baiana. Em 1989, aconteceu a primeira fusão.
O Proquímicos, entidade que reunia os trabalhadores
das indústrias de produtos químicos para produção
de materiais plásticos, farmacêutico, inseticidas
e fertilizantes, com o Sindiquímica, inaugurando um
único sindicato para representar todos os trabalhadores
nas empresas petroquímicas, químicas, plásticas
e afins do Estado da Bahia. Em agosto de 1996, o STIEP e o
Sindipetro, sindicatos representativos de trabalhadores em
atividades relacionadas ao petróleo, também
se unem, formando o Sindicato Único dos Petroleiros
– SUP.Com o advento da globalização e as fusões
das grandes empresas em conglomerados mundiais, os trabalhadores
sentem a necessidade de se reunirem em bloco, de acordo com
o ramo de produção, para estarem mais fortes
e combativos ante à nova configuração
do capital globalizado. Com este propósito, foram travadas
muitas lutas até o dia 25 de abril de 2000, quando
foi reconhecida, oficialmente, a união do Sindiquímica
com o SUP. Neste momento, surgiu o maior Sindicato do Norte
Nordeste, o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Químico
e Petroleiro do Estado da Bahia que representa mais de 20
mil trabalhadores em atividades do ramo químico e petroleiro,
plástico, fertilizante, produção de sabão
e vela e materiais plásticos e farmacêutico no
Estado da Bahia.
SUP
A História dos Sindicatos dos Petroleiros
na Bahia, se confunde com a própria História
da luta pelo descobrimento e produção de petróleo
no Brasil, já que ambos foram realizados no estado
da Bahia.O petróleo foi descoberto na Bahia, localidade
de Lobato, em 1931. E até 1965 o único estado
nacional que produziu petróleo. No processo de consolidação
da descoberta, produção do petróleo e
logo após a criação da Petrobrás
em 1954, pelo governo Getúlio Vargas, surge em 1957,
o primeiro Sindicato dos Petroleiros do Brasil, o antigo STIEP,
chamado de Sindicato dos Trabalhadores de Extração
de Petróleo.A Refinaria de Mataripe começa a
funcionar em 1948, porém, somente em 1959, no período
de ampliação da refinaria é que surge
o SINDIPETRO, antigo sindicato dos Petroleiros no refino.
De 1959 até 1996, estes dois sindicatos representam
os Petroleiros na Bahia.Em 1996, com os Sindicatos tendo à
frente duas diretorias CUTistas, é realizado a unificação
do STIEP com o SINDIPETRO, nascendo então o SUP - Sindicato
Único dos Petroleiros da Bahia.
SINDIQUÍMICA
(Associação dos Trabalhadores
das Industrias Petroquímicas, Químicas e Afins
da Bahia), fundada em 15 de abril de 1963, foi organizada
como prolongamento das atividades do SINDIPETRO (Sindicato
da Indústria do Petróleo). Existia, assim, uma
separação imposta juridicamente, colocando de
um lado a categoria dos que realizavam a extração
e, do outro, aquela que se dedicava ao refino. Esta imposição,
evidentemente, tinha como conseqüência a divisão
dos trabalhadores, porquanto eles se faziam representar por
sindicatos diferentes: o STIEP (Sindicato dos Trabalhadores
da Indústrias de Extração do Petróleo)
e o SINDIPETRO (Sindicato dos trabalhadores de Refino do Petróleo).
Em 1984, por decisão do Congresso dos Trabalhadores,
delibera-se pela criação do PROQUÍMICOS,
sindicato que passaria a representar os trabalhadores nas
industrias químicas. Este será certamente um
grande marco para a luta dos trabalhadores, pois mesmos divididos
oficialmente e burocraticamente pelo Governo, Empresários,
etc., existe uma deliberação maior política
de manter cada vez mais unificadas as lutas destes trabalhadores.
Deste período até 1989, quando mais uma vez
fruto da decisão dos trabalhadores, aponta-se o fim
do PROQUÍMICOS e a reunificação destes
trabalhadores no SINDIQUÍMICA, todas as lutas e campanhas
foram conjuntas. Alguns momentos inclusive referencia comum
as duas bases, como a Greve de 1985, primeira paralisação
de um Pólo Petroquímico no mundo, elevação
dos Adicionais de Turno para 88,5 %, implantação
da 5ª Turma em 1988, entre outras são marcos na
luta e vida deste sindicato.
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