No dia 27 de julho, reuniram-se, na sede da empresa Cheim Transportes, a direção da empresa, Sindicato e comissão de trabalhadores para discutir as denúncias encaminhadas pela categoria e investigadas pelo Sindicato.
A Cheim vinha descumprindo o Acordo Coletivo da categoria e pressionada pelo Sindicato, a empresa mostrou um documento assinado com o Sindicrafs, um sindicato pelego, que reduzia direitos e benefícios. Constatamos tratar-se de um Acordo forjado entre empresa e o Sindicrafs, sem conhecimento e participação dos trabalhadores, que acabou de ser renovado no mês de maio. Durante a reunião, o Sindicato apresentou as reivindicações dos trabalhadores e estipulou um prazo de 15 dias para comprovar a legalidade do Acordo assinado com o sindicato pelego.
Além disso, a Cheim concordou em reconhecer a comissão de trabalhadores, escolhidos pela base, como representantes da categoria na Bahia. A partir de julho também iniciará o pagamento das horas extras aos domingos que não estava respeitando. No dia 28, foi realizada uma assembléia que contou com a presença de cerca de 300 trabalhadores que decidiram aguardar em estado de greve até o dia 11 de agosto, quando expira o prazo dado pelo Sindicato. Desta forma entendemos como uma importante vitoria dos trabalhadores, que demonstraram todo o tempo disposição de luta e unidade contra a pilantragem do “sindicato” SINDICRAFS e a posição intransigente da CHEIM, fazendo a empresa voltar atrás da sua postura de retirar direitos dos trabalhadores e desmascarando um “acordo coletivo” ilegal.
O ex-diretor deste Sindicato, aposentado da empresa Millennium e também professor universitário, fala sobre aspectos da cidadania analisados no seu livro Uma história do exercício da cidadania no Brasil.