Mesmo sob o sol escaldante do Rio de Janeiro, onde a sensação térmica beirava os 43 graus, cerca de 300 aposentados e pensionistas de vários estados do país compareceram ao ato realizado pela FUP e sindicatos, na manhã desta quarta-feira, 03, em frente à sede da Petrobrás. Com faixas, bandeiras e palavras de ordens, militantes e dirigentes sindicais exigiram a extensão a todos os aposentados e pensionistas do Plano Petros (repactuados e não repactuados) dos níveis salariais recebidos pelos trabalhadores da ativa nos Acordos Coletivos de 2004, 2005 e 2006.
O ato foi convocado pela FUP e teve participação dos sindicatos filiados e também do Sindipetro-RJ, que, a convite da Federação, enviou dirigentes e militantes para a manifestação. Em caravanas vindas das bases dos Sindipetros Paraná/Santa Catarina, Unificado-SP, Minas Gerais, Norte Fluminense e Bahia, centenas de aposentados e pensionistas enfrentaram o forte calor do Centro do Rio, das 9h às 12h30, em um exemplo de resistência e determinação para lutar por um direito que consideram mais do que legítimo. Representantes dos Sindipetros Ceará, Rio Grande do Norte, Duque de Caxias e demais sindicatos filiados à FUP, assim como das oposições reconhecidas, somaram-se ao ato, reforçando a cobrança dos níveis de 2004 a 2006 a todos os aposentados e pensionistas. A reivindicação era enfatizada em faixas e cartazes expostos em frente ao edifício sede da Petrobrás: “Repactuados e não repactuados: unidos pelo pagamento dos níveis”; “Queremos o que é nosso! Pagamento dos níveis já!”.
Os dirigentes da FUP e dos sindicatos ressaltaram em suas falações a urgência das direções da Petrobrás e da Petros corrigirem as distorções e prejuízos gerados pela política salarial discriminatória que era implementada pela empresa antes da repactuação do Plano Petros. Naquele período, o reajuste dos benefícios dos assistidos do Plano era atrelado à tabela salarial da ativa. A Petrobrás se utilizava da concessão de níveis como política salarial para os trabalhadores da ativa, gerando discriminação com os reajustes dos aposentados e pensionistas. Apesar do posicionamento contrário das direções sindicais nas assembléias, a categoria aprovou os acordos coletivos. Os sindicatos passaram, então, a recorrer à Justiça do Trabalho, buscando a equiparação dos níveis, em ações coletivas e individuais. Várias destas ações estão sendo ganhas, o que reforça a necessidade da Petrobrás e da Petros estenderem a todos os aposentados e pensionistas o pagamento dos três níveis recebidos pelos trabalhadores da ativa, antes da repactuação do Plano Petros. A FUP ressaltou que esta luta continuará sendo uma das principais bandeiras da Federação ao longo de 2010.
Secretária sobre a Mulher Trabalhadora da CUT Bahia fala sobre as lutas e desafios da mulher