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Trabalhadores da Brasil Ecodiesel aprovam contraproposta

Trabalhadores da Brasil Ecodiesel aprovam contraproposta conquistada pelo Sindicato na reunião que aconteceu na quinta-feira, dia 04 de fevereiro, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em Salvador. As assembleias ocorreram nos dias 09 e 10/02, na porta da fábrica, em Iraquara, com os turnos e administrativo. Uma nova reunião foi marcada para o dia 19/02. Em Irecê acontecerá uma audiência , no Ministério Público do Trabalho, para discutir as ações de cumprimento das convenções coletivas anteriores. No dia 09/03 foi programada uma grande confraternização.
Na reunião da SRTE foram acertados os pontos pendentes após o encerramento da greve. Uma greve vitoriosa que durou sete dias. Na rodada de negociação, após as discussões, empresa e Sindicato chegaram a seguinte proposta:
Jornada de 36 horas para os trabalhadores de turno, com a implementação da escala de turno
PLR: a empresa vai apresentar uma proposta de pagamento retroativo de PLR até o dia 10/02
Reajuste de um valor fixo de R$ 56,00 para os trabalhadores que ganham R$ 900,00 e reajuste de um percentual de 5% para quem ganha acima desse valor
Aditivo ao Acordo Coletivo com vencimento no dia 01 de novembro de 2010. Após essa data a empresa se compromete a cumprir a Convenção Coletiva do Quimbahia
Implementação do plano de assistência médica para todos os trabalhadores e seus dependentes
Pagamento de cesta básica no valor de R$ 52,00
Demitidos políticos: a empresa se compromete a submeter esses desempregados a um processo de seleção, visando a contratação deles na implementação da quarta turma
Uma nova rodada de negociação foi agendada para o dia 19/02, quando serão tratados os assuntos referentes aos adicionais de trabalho de turno e horas extras.

Essas conquistas foram possíveis porque os trabalhadores e trabalhadoras se mantiveram firmes e unidos durante esse longo processo que começou no ano passado. Foram meses difíceis devido à intransigência da empresa que não tinha a menor intenção de negociar, mostrando descaso nas reivindicações dos trabalhadores. Pior ainda, quando o Sindicato queria tratar sobre a situação dos demitidos políticos e dos trabalhadores vítimas de doença ocupacional. Por isso, não tivemos outra alternativa senão a de enfrentar a greve, inclusive para mostrar a empresa que os trabalhadores merecem respeito e devem ser tratados como pessoas e não como objetos, coisas que podem ser descartadas a qualquer momento.
A gestão moderna não admite esse tipo de tratamento. Além disso, o nosso Sindicato, de representação estadual, tem uma história de conquistas na categoria, que serviram de base para o movimento sindical nacional, a exemplo da quinta turma, e vai à luta para impedir a exploração dos trabalhadores. Nossas Convenções Coletivas têm sido amadurecidas com o tempo e com anos de muitas lutas e os empresários não podem pensar que pelo fato de se instalarem nas cidades do interior podem passar por cima de direitos e benefícios.
E a nossa responsabilidade também é com o desenvolvimento da cidade, porque, inclusive, os comerciantes da cidade nos procuraram para intermediar junto à empresa a cobrança de dívidas atrasadas em várias lojas.
Mas, muito mais que o trabalho do Sindicato, o que valeu mesmo foi o desempenho dos trabalhadores que, apesar de todos os problemas e ameaças da empresa, se mantiveram firmes no propósito de continuar até o fim. O resultado positivo reforça um dos lemas deste Sindicato: só conquista quem luta!



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